Relato de parto – cesárea

29 de agosto de 2017

O post de hoje é o relato de um dos momentos mais emocionante da minha vida. Hoje, contarei para vocês como a Alice veio ao mundo e como foi a minha experiência com a cesariana. Primeiro de tudo, quero dizer que são experiências pessoais minhas. Não estou fazendo “apologia” a nenhum tipo de parto ou julgando escolhas (falo isso porque sei que é um tema polêmico na maternidade).

Na minha primeira consulta com a obstetra já conversamos sobre os dois tipos de parto: o natural e a cesariana. Ela me falou para não criar nenhuma expectativa sobre nenhum dos dois, porque era muito cedo para isso. Também comentou que ela não marcava cesárea, ou seja, mesmo que eu optasse pela cesariana, ela esperaria o momento em que o bebê decidisse vir ao mundo.

Até o sétimo mês eu não tinha nenhuma ideia definida. Em alguns momentos queria parto natural em outros cesariana (rsrs..). Mas entrando no oitavo mês comecei a ficar mais apreensiva e com medo (sim sempre fui medrosa, me julguem!) e decidi juntamente com meu marido que iria optar pelo parto cesárea. Conversei com a minha médica e ela falou que iriamos esperar a Alice dar um sinal de que queria nascer.

Eu completava 40 semanas no dia 20 de janeiro. No dia 5 pela manhã comecei a ter contrações irregulares e sem dor. Falei com a minha médica pelo wattsap e ela me pediu para ir até o consultório para me examinar. Segundo ela, eu estava apenas no pródromo ( sinais que indicam que o trabalho de parto está próximo), mas que poderia demorar até uma semana para eu realmente entrar em trabalho de parto. Voltei para casa e as contrações continuaram com intervalos de tempos menores. Quando deu 19 horas liguei para a médica e relatei que estava com contrações mais doloridas (nenhuma dor insuportável, era tipo dor de cólica menstrual), foi quando ela me pediu para ir até a maternidade.

Chegando lá fui examinada pela médica plantonista e ela confirmou que eu já havia entrado em trabalho de parto. Nesse momento, minha obstetra já havia chegado e fomos para a sala de cirurgia. Por incrível que pareça eu estava super tranquila, confiava bastante na Dra. Simone. A anestesista foi explicando tudo o que iria fazer e me deixou ainda mais calma. Não senti dor nenhuma ao tomar a anestesia e logo comecei a sentir as minhas pernas dormentes. Me deitaram na maca e chamaram o Bruno para acompanhar o parto. Em questão de minutos a Alice nasceu! É tudo muito rápido! Colocaram ela do meu lado por um tempinho e depois levaram ela para fazer os exames iniciais. Alice nasceu com 2.945 e 47.5 centímetros de pura gostosura!

Após o término da cesariana, ficamos em uma sala de recuperação (nós 3). Eu sentia muito frio e não conseguia parar de tremer. Ainda bem que eu já tinha lido que essa era uma reação normal após a anestesia, então não fiquei assustada. Ficamos nessa sala por umas 2 horas e depois fomos para o quarto. Alice ficou no mesmo quarto que nós e não em um berçário. E já desde os primeiros momentos colocaram ele no seio para mamar.

Sobre o pós cirúrgico:

O primeiro dia pós cirúrgico para mim foi o mais chato. A primeira vez que tive que levantar da cama, doeu e muito! Lembro bem de nem conseguir ficar reta, caminhava toda agachada. Já no segundo dia eu não sentia dor, apenas o incômodo de não me movimentar como eu queria.  E após uns 5 dias era como se eu não tivesse mais um corte. Eu estava super bem! Claro que ainda assim eu precisava me cuidar. Mas no geral tive uma ótima recuperação! Essa foto foi 10 dias pós parto.

Mas o mais importante tudo é que ninguém é menos mãe pelo tipo de parto que escolheu (ou precisou escolher). Ninguém ama menos o (a) filho (a) por esse motivo, isso é bobagem! Isso é hipocrisia! Ser mãe, com certeza vai muito além disso! Então quando chegar a sua hora, não se deixe influenciar por ninguém. Leia e pesquise muito sobre os dois tipos de parto e tome a sua decisão.

Beijos!!

beijos, Fran Gabrielli